Raquel Machado

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Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

Finito!


Por Rachel M. - 6:03 PM
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Rendeu:

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007

é: foi bom para mim também.
mas está tudo ainda nebuloso. não que eu precise saber o que significou para você e em que vai desembocar todo esse sentimento.
só que eu preciso, saca?



Por Rachel M. - 12:45 AM
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Rendeu:

Sábado, Dezembro 15, 2007

História sem fim

- eu te amei.
e continuei a martelar o teclado, como sempre, sem dar importância para a sua afirmação absurda. você estava sentado na ponta do colchão, observando friamente ao que eu fazia. e meu quarto, coitado, sempre destinado àquela explosão de emoções.
- hoje eu sei que te amei. e você não diz nada?
- mas eu já disse tanto, cara! te amei até a borda, ao meu limite, que me tornei esse ser insensível.
- você tem o coração mole...



Por Rachel M. - 1:52 AM
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Rendeu:

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

o caminho até o carro. a eternidade do silêncio.
a incerteza do que fazer na despedida: beijo ou não beijo?
beijo! a despedida.
viver de sonhos: só os sonhos nos motivam a acordar.
ou os vícios.
ou a sua culinária.
risos.
só...



Por Rachel M. - 12:51 AM
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Rendeu:

Sexta-feira, Novembro 23, 2007

Carta 1
Papai Noel,

Queria mesmo acreditar no senhor. Assim, a vida seria mais simples. Eu acho que tô virando gente grande, porque esse ano eu fiquei triste, grossa e me cobrando como os outros me cobram.
Em 2007, Papai Noel, me chamaram de carente e eu me irritei demais com as pessoas que conheci (todas essas pessoas que organizam rockinrio deveriam arder no mármore do inferno).
No mais, o senhor pode me dar uma bicicleta no natal?

Beijos.

Raquel



Por Rachel M. - 12:59 PM
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Rendeu:

Domingo, Novembro 11, 2007

Simulação

"Vento, ventania
Me leve sem destino
Quero juntar-me a você
E carregar
Os balões pro mar
Quero enrolar
As pipas nos fios
Mandar meus beijos
Pelo ar..."

O pior da solidão?


Por Rachel M. - 2:41 AM
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Rendeu:

Sábado, Novembro 10, 2007

- minha vontade é de chorar no seu ombro;
- pq?
olhou pra mim e entendeu tudo.


Por Rachel M. - 1:41 AM
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Rendeu:

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

As coisas começam a fazer sentido.
Porque eu perdi o sentido e te senti.
Falei que você era meu.
E você não cansava de chamar meu nome: “hein, Raquel, hein, Raquel”.
Eu sinto sua mão tremer e depois seu coração disparar. É o que chamam de felicidade por aí.
Sorrio. Fazemos do impossível, possível. Consumimos o tempo.
E esperamos o amanhã. Sem conforto, forte assim.
Até que o acaso nos separe.
Ou...




Por Rachel M. - 3:08 PM
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Rendeu:

Domingo, Outubro 21, 2007

TAÇAS VAZIAS
Leo Viso

Quantas vezes você escalou um telhado com uma garrafa de vinho na mão? Passou um dia pela janela e viu a luz acessa. Pensou logo que fosse para você. Sorriu dementemente. Quebrou o porquinho de argila queimada do mesmo material das panelas tradicionais e catou uma a uma das moedas de cinco e dez centavos. Separou em pilhas de um real com durex. Colocou o mp3 no ouvido e escolheu a primeira música romântica que o Thom Yorke estava disposto a cantar. Descalça saiu pelas ruas de barro batido e seco. Ignorava a umidade do ar e o sol de 38 graus. Esqueceu sua febre e dor de cabeça. As pernas russas e os cabelos desgrenhados á noite seria apenas uma lembrança do começo do dia mais feliz da semana, quem sabe do mês. Sempre soube que como uma canção, a vida era efêmera. Nunca entendeu direito o que isso significava.
Quantas vezes você teve que descer do telhado às pressas com uma garrafa de vinho cheia e lacrada? Teve a péssima idéia de fazer surpresa a quem não esperava. Nunca ninguém que lhe ensinou que sinais devem ser emitidos e que ninguém espera nada. Só se aguarda alguma coisa e essa não deve se atrasar. Cabelos molhados davam um brilho cheiroso aos cachos e chamavam para o rosto toda a atenção. Arranjou a perna na subida e se rasgou na descida. Sentou na primeira esquina e bebeu no gargalo todo vinho e decepção da noite.


Por Rachel M. - 3:58 PM
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Segunda-feira, Outubro 08, 2007

Mulher ao espelho


Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.




Por Rachel M. - 10:34 PM
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